Monday, January 17, 2011
Escrever e outras artes
Tuesday, September 21, 2010
Aos 23
"Blackbird singing in the death of night, take this broken wings and learn to fly" e é assim que é a vida das pessoas com 20 e poucos anos. Depois da longa noite de borbulhas e armários chega a década da vida em que tudo é suposto ser feliz e bonito. Aqui na casa dos vinte é suposto sermos bonitos, cheios de vida e de força. É suposto também estarmos no "principio da vida", cheios de certezas em relação ao futuro que há-de vir.
Mas é tudo treta, é tudo invenções de quem, com toda a certeza, já não se lembra do que é ter 20 e poucos anos. Tirando as tais broken wings, nada nos deram que nos preparasse para o que aí vinha. Antes as incertezas adolescentes, as hormonas aos saltos e os armários fechadinhos. Tudo se prefere a ter que andar de saltos altos e fingir que se sabe da vida.
Os vinte são inconsistentes, depressivos e, como um banho de água fria, são um wake-up call para a vida real. Já não há desculpas e já toda a gente tem a nossa idade. Os "adultos" já não existem, somos todos muito amigalhaços e até bebemos copos juntos. Fala-se de igual para igual embora (como qualquer pessoa fora da casa dos vinte sabe) esses putos não saibam nada da vida, daí a palmadinha nas costas e o sorriso compreensivo.
Ter vinte anos é andar por aí a fingir que se é gente, às apalpadelas a tentar descobrir um lugar onde não olhem para nós com aquela cara de quem é suposto ter uma resposta qualquer. A culpa não é das pessoas com vinte e poucos anos, a culpa é dos outros todos que não se decidem se somos crianças com licença para conduzir e beber álcool ou se já sabemos coisas.
Enfim, os 20 podem ser bonitos e frescos. Podem ser carinhas larocas e corpo ainda no lugar, podem até ser mais agradaveis que os 15. Já se pode pedir um copo de vinho, fumar um cigarro e ter casa prórpia. O que os vinte anos nunca serão é anos felizes.
Wednesday, May 12, 2010
Poema a Macau
Between the yellow mountains and the sea,
And bore these gay stone houses like a fruit,
And grew on China imperceptibly.
Rococo images of Saint and Saviour
Promise her gamblers fortunes when they die;
Churches beside the brothels testify
That faith can pardon natural behaviour.
This city of indulgence need not fear
The major sins by which the heart is killed,
And governments and men are torn to pieces:
Religious clocks will strike; the childish vices
Will safeguard the low virtues of the child;
And nothing serious can happen here.
W. H. Auden (1907-1973)
Escrito em finais dos anos 30 quando o escritor visitou a região. Tantos anos e ainda tudo igual.
Friday, April 30, 2010
Geração Rasca- Uma defesa
Friday, March 26, 2010
Das bicas e cervejas
Quando há algum tipo de magia, é preciso mais do que bicas e cervejas para nos afastarem.
Friday, March 12, 2010
Sexta-Feira 12
Sexo e afins
Está tudo ao contrário. A relação das pessoas com os afectos que sentem é cada vez mais complicada. Por um lado está tudo muito feliz porque já não há tabus e há a pílula e o preservativo, por outro, criam-se cada vez mais tabus. A diferença é que o sexo é tão fácil e está tão normalizado que o que é anormal é ter sexo com alguém que se gosta. Se antigamente vivíamos numa sociedade fechada e quadrada, hoje a quadradice é a mesma. Ir para a cama é normal, mas para dizer a alguém "amo-te" é um passo gigante. Tão gigante que o melhor mesmo é continuar a dormir com ela todos os dias para "não lhe dar a ideia errada". E, god forbid, que chegue o dia em que se tenha que definir a relação, ou que, mesmo sem querer se diga qualquer coisa simpática. Não, hoje o tabu não é o sexo, hoje o tabu são as relações sérias ou a fraqueza que é gostar mesmo de alguém. É como se estivéssemos todos na escola primária e não quiséssemos que o menino soubesse que gostamos dele. Já ninguém é capaz de olhar para uma pessoa nos olhos e dizer, sem constrangimentos nem pirosices, "olha eu amo-te/ quero ficar contigo". A única situação em que é aceite amar-se é quando se telefona para o Portugal Coração e se "ama muito os filhinhos lindos que se tem".
As senhoras vão para os bares beber cocktails e esperar que alguém lhes pague bebidas e os homens vão para os bares pagar as tais bebidas num ritual que não teria mal nenhum se as pessoas se deixassem de jogos parvos e fossem directas ao assunto: ou querem sexo ou estão à procura de afecto. Mas hoje, infelizmente, temos todos muita vergonha de precisar de afecto ou, veja-se o horror, de outra pessoa.
Monday, January 18, 2010
Confissões
Sunday, January 17, 2010
Monday, January 04, 2010
With a little help from my friends
Sei que se tivesse que ir ao hospital, deixariam a festa do irmão e o sono ressacado para me levarem, e isso vale todas as lágrimas adolescentes por falta de amigos.
Obrigada a todos e muitos muitos beijinhos!
Monday, December 07, 2009
Cada Um Como Cada Qual
Friday, December 04, 2009
Hojes

Thursday, December 03, 2009
Shaken not Stirred, Martinis e Vermouths
Friday, November 27, 2009
Gritos e desabafos
Wednesday, November 04, 2009
De Beijo Na Boca
Wednesday, October 28, 2009
O Brilhosinho nos Olhos e a Geração dos Amigos
Ora eu, como qualquer pessoa decente concordo com o Sérgio Godinho que os amigos são coisas que valem milhões, não me venham é com merdas porque eles não fazem brilhosinhos nos olhos.
Não estou a tentar diminuir a importância da amizade, antes pelo contrário. É que com tantos amigos, agora eles têm graus. Há o amigo de infância, o grande amigo, o amigo que é só amigo, o amigo que é só amigo mas já vive lá em casa, o amigo que é só amigo mas e tem outras amigas, e por fim o amigo que é pai dos filhos.
Deixem-se de coisas e chamem as coisas pelos nomes, a amizade é demasiado percisosa para andar aí a label qualquer um. Eu cá quero ter tudo, amigos, pais que são pais, namorados que são namorados e por aí fora...
É caso para dizer, amigos amigos negócios à parte!
Sunday, August 23, 2009
O pátio

Quando eu era pequena os verões traziam-me os pátios da portela. Não era nada mais do que espaços de cimento e rodeados de muros, mas para mim os pátios da casa da minha avó estavam perto de serem a melhor coisa do mundo.
A rotina era simples e fácil, acordar ao meio-dia para o almoço (escolhido de véspera), banho, e aí pelas 3 horas já "me tocavam" lá do intercomunicador. E tanto que me tocavam, os Pedros, a Inês a Sofia, e tantos mais. Depois disso era brincadeira até às 7:30 quando se subia para jantar, um breve intervalo num dia que durava, primeiro até às 10 e depois até às 11:30.
Ai como eram boas as noites no pátio, antes da idade dos namoros, jogavam-se jogos das escondidas (que valiam sempre na rua inteira), às cartas, ou simplesmente se falava enquanto nos deitávamos para olhar as estrelas.
O que os dias do pátio tinham, era que de entre aqueles muros todos que saltávamos, já sem dificuldade, todos sentiamos perfeitamente livres e cheios de vontade. O sol, a chuva, calor e mesmo as noites frias nada podiam contra aquelas amizades verdadeiras que se julgavam para sempre. Nesses dias a vida era fácil, havia livros, comidinha boa sempre a horas e mais que tudo isso, o tal de pátio que estava sempre lá com uma promessa de brincadeira e diversão
Friday, August 07, 2009
A Vida Banal
"Hoje o Velho Restelo veste nike veste adidas,
Pensa que é cool, mas só repete frases batidas!"
e ainda no mesmo CD...
"Fui ao céu falei com Deus, perguntou-me: Tá-se bem?
Vai com calma puto, tudo o que precisas o teu mundo tem
Contempla, compreende e evolui
Liga-te à terra, vais ver como ela flui"
Digam lá se não sai um sorriso de troça e um 'humm' pensativo ao mesmo tempo?
Friday, June 26, 2009
Aeroporto
Sejam quais forem as razões que nos levam a passar pelo aeroporto, estes são sempre lugares agrdaveis (pelo menos os principais). Há sempre tempo para comer qualquer coisinha, mesmo que se gaste mais uns trocos ninguém se preocupa muito porque se está num lugar que mais ou menos não existe. O passo dos viajantes é geralmente eficiente mas ao mesmo tempo relaxado e há no ar uma promessa de qualquer coisa boa que há-de acontecer. Mesmo para os viajantes com algum traquejo há sempre um nervosinho na barriga, muitas coisas para pensar e um sentimento levemente parecido com a véspera de Natal da infância.
É uma espécie de limbo, a estadia no Aeroporto. Um lugar de passagem onde se pode comprar perfumes caros, caixinhas fofas de maquilhagem de marca, muitos chocolates suiços e todos os productos normalmente taxados porque fazem pior à saúde, como o alcool e o tabaco, estão sempre mais baratos, como se nos piscassem o olho a dizer " pronto vá lá aqui não faz mal".
Mais do que isso, há sempre coisas para ver num Aeroporto, as montras, as pessoas que passam de todas as nacionalidades e mais algumas, o ar sempre bem arranjado (inveja!) das hospedeiras que parecem acabadas de sair do cabeleireiro , os aviões que vão aterrando... emfim toda uma panóplia de coisas para nos entretermos.
É por tudo isto que eu, mesmo com 13h de vôo e às vezes com outras tantas de escalas, gosto de viajar. Não é só pelo destino em si, mas mesmo fazendo isto desde os 6 meses, pelo ritual todo que isso implica. Tudo vale a pena quando depois de todas estas provas, se chega ao destino e, seja ele qual for, há uma cara conhecida à nossa espera.
Tuesday, June 23, 2009
London in the Summer Time...
Para nós, Londrinos emprestados que viemos de lugares baratuxos, não podemos gozar Londres no seu explendor: os bares chiques com cocktails estranhos, os muitos restaurantes famosos de todas as nacionalidades e os conhecidos Musicais são claramente para outras bolças. Mesmo assim ainda há os passeios pelas muitas montras de Oxford Street, o ocasional concerto de Jazz que o namorado nos oferece e, claro está, uma refeição completa no McDonald's por 3.79£.

